À noite, desesperado, desperto e confundo-me com a imagem da sombra no teto. Pergunto-me: serei eu a imagem do homem ou o retrato do feto? Reimerjo em meus sonhos. Em um enorme deserto, observa-me, ao longe, meu ego. Inadvertidamente, como um lampejo de luz, solapa meu universo psicodélico um onirócrita travestido, indagando-me confuso:
- Eu parafuso ou eu prego?
Perplexo, perguntei-lhe:
- De que porra estás falando, velho escroto?
- O certificado de conclusão do curso de análise onírica e a placa premiando-me pelo trabalho com a mosca que achava que era um tatu. Quero pendurá-los na parede. E aí, parafuso ou prego?
- Até maluco, na minha cabeça, eu carrego... Me deixa dormir, vai.